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sábado, 18 de setembro de 2010

Crioterapia na Estética!!


A crioterapia também utilizada na finalização de tratamentos estéticos corporais se apresenta como um recurso terapêutico valioso, mas com pouco embasamento teórico, por parte da maioria dos profissionais da saúde e beleza. O frio é um estado caracterizado pela diminuição de movimento molecular. O termo crioterapia é utilizado para descrever a aplicação de modalidades de frio que têm uma variação de temperatura de 0ºc a 18,3ºc. Durante a crioterapia o calor é retirado do corpo e absorvido pela modalidade de frio, fazendo com que o corpo, responda com uma série de respostas locais e sistêmicas. A magnitude desses efeitos está relacionada com a temperatura da modalidade, a duração do tratamento e a superfície exposta ao tratamento. Os efeitos locais da aplicação de frio incluem vasoconstrição e diminuição da taxa metabólica, da inflamação e da dor. Na estética corporal é indicado como coadjuvante nas terapias para flacidez dérmica e gordura localizada. Muitos dos sinais para a identificação do frio se originam nos receptores periféricos, porém esses sinais ajudam a controlar a temperatura corporal, principalmente, através do hipotálamo. Entretanto, a área do hipotálamo que eles estimulam não é a área pré óptica, mas sim, uma área localizada bilateralmente no hipotálamo posterior, aproximadamente, ao nível dos corpúsculos mamilares. Os sinais termostáticos provenientes da área pré óptica também são transmitidos para essa área posterior do hipotálamo. É aí que os sinais provenientes da área pré óptica e os sinais provenientes da periferia corporal se combinam, para produzirem as reações do corpo destinadas a produzir calor ou perder calor. O mecanismo global para o controle térmico do hipotálamo é denominado termostato hipotalâmico. Quando o termostato hipotalámico constata que a temperatura corporal está excessivamente fria, adota procedimentos apropriados destinados a reduzir ou aumentar o calor.
A temperatura do corpo é regulada quase inteiramente, por mecanismos nervosos de retroalimentação e quase todos eles operam, através dos centros reguladores da temperatura localizados no hipotálamo. (Kitchen, 2003).
A pele possui receptores tanto ao frio quanto ao calor. Entretanto, existem muito mais receptores ao frio que receptores ao calor; de fato, até dez vezes mais em algumas partes do corpo. Portanto, a identificação periférica da temperatura se reIaciona principalmente com a detecção de temperaturas frescas e frias, que com a identificação de temperaturas quentes. Quando a pele é esfriada sobre todo o corpo, são invocados efeitos reflexos imediatos para reduzir a temperatura do corpo, de várias maneiras: (1) fornecendo um poderoso estímulo para causar calafrios, com consequente aumento na produção de calor corporal, (2) inibindo o processo da sudorese, se já estiver ocorrendo e, (3) promovendo vasoconstrição cutânea para reduzir a transferência de calor corporal para a pele. O centro do calor na área pré-óptica do hipotálamo desempenha um grande papel na prevenção dos hiperaquecimentos do corpo, enquanto que, os receptores frios em muitas áreas do corpo, especialmente na pele, desempenham papéis muito importantes na prevenção das temperaturas corporais baixas. (Cabral, 2005).
No estado frio, o mecanismo termostático adota exatamente esses procedimentos:
Vasoconstrição Cutânea - Em todo corpo, causada por estimulação dos centros simpáticos hipotalâmicos posteriores.


Piloereção - Isto é , os pelos “ficam em pé”. Obviamente, este efeito não é importante no ser humano, porém nos animais inferiores, a projeção vertical dos pelos encarcera uma espessa camada de ar isolante perto da pele, de forma que a tranferência de calor para o meio ambiente é grandemente deprimida.


Aumento na produção de calor por causar: (a) calafrios, (b) excitação simpática da produção de calor e, (c) secreção de tireoxina. Esses fatos exigem uma explicação adicional, como veremos a seguir.
Centro Motor Primário
Localizada na porção dorsomedial do hipotálamo posterior, perto da parede do terceiro ventrículo, existe uma área denominada, o centro motor primário, para os calafrios. Esta área é inibida normalmente por sinais de calor provenientes da área termostática pré óptica para calor. Porém é acionada por sinais de frio
provenientes da pele e da medula. É ativado e transmite impulsos, através de trajetos bilaterais, para baixo ao tronco cerebral, para as colunas laterais da medula e, finalmente, para os motoneurônios anteriores. Esses impulsos não são rítmicos e não produzem o verdadeiro tremor muscular. Em vez disso, eles aumentam o tônus dos músculos esqueléticos em todo o corpo. Quando o tônus se leva até acima de um certo nível crítico, observa se o início dos calafrios. Isso resulta provavelmente do mecanismo de oscilação por retroalimentação do reflexo de distensão dos fusos musculares. Durante o máximo de calafrios, a produção de calor corporal pode aumentar em até 4 a 5 vezes em relação ao normal.
Tanto a estimulação simpática quanto a epinefrina circulantes no sangue podem causar um aumento imediato no metabolismo celular; esse efeito é denominado termogênese química e admite se resultar, pelo menos parcialmente, da capacidade da epinefrina em desacoplar a fosforilação oxidativa, como resultado do que terá que ocorrer mais oxidação de substâncias alimentares para haver produção da energia necessária para a função normal do corpo. Portanto, o metabolismo celular aumenta.
Aumento Hormonal
Do hipotálamo também aumenta a produção do hormônio neurosecretor denominado hormônio liberador de tireotropina. Esse hormônio é carreado, através das veias portas hipotalâmicas para a adenohipófise, onde estimula a secreção do hormônio tireoestimulante estimulante. Por sua vez, o hormônio tireoestimulante estimula uma produção de tireoxina, pela glândula tireódide. A maior quantidade de tireoxína gera um aumento na taxa do metabolismo celular em todo o corpo. Entretanto, esse aumento no metabolismo ocorre imediatamente, mas leva várias semanas para que a glândula tireóide se hipertrofie, antes de alcançar seu novo nível de secreção de tireoxina. Além disso, o efeito estimulatório contínuo do frio sobre a tireóide, provavelmente pode explicar a incidência muito maior de bócios tireoidanos tóxicos, em pessoas que vivem em climas mais frios que naquelas, que vivem em climas mais quentes. História do Frio
O interesse da ação terapêutica do frio pela medicina remonta à antiguidade. Há 2.500 anos a.C., já havia informações nos papiros egípcios, que as feridas eram tratadas com o uso de compressas geladas, bem como as fraturas de crânio. (Antunes, 2006).
A origem da crioterapia remonta à Antiguidade, onde Hipócrates, já revelava indicações do frio em pacientes com quadros inflamatórios, utilizando mecanismos antagônicos com finalidade de produzir analgesia no pós-cirúrgico. Dominique Jean Larrey, médico de Napoleão Bonaparte, realizava em soldados, amputações menos dolorosas, em temperaturas abaixo de 0ºc. Em 1946, Schaubel, um conhecido médico americano, relatou pela primeira vez, os efeitos fisiológicos provocados pela ação do gelo. Esta observação foi baseada em estudos monográficos sobre o tratamento do controle nociceptivo em tumores metastáticos, e redução do quadro álgico em pacientes operados. Outro pesquisador conhecido como Atlen, realizou o primeiro trabalho experimental para investigação do efeito no metabolismo com a redução da temperatura local, durante um reimplante da pata de animal traumatizado, provocando a diminuição do risco de gangrena e choque (Rodrigues, 2002).
Temperatura Corpórea
A temperatura corpórea é controlada por um centro localizado na região pré-óptica do hipotálamo anterior. A diminuição da temperatura é a primeira resposta fisiológica do organismo ao resfriamento, ocorrendo de forma localizada e imediatamente após aplicação do gelo, levando a uma redução do metabolismo celular. Este efeito proporciona à célula um menor consumo de oxigênio, levando a uma maior sobrevida durante o período de isquemia ou diminuição parcial da circulação, evitando dessa forma, a hipóxia secundária e, consequentemente, a morte celular. Segundo pesquisa de Blair em cachorros, o consumo de oxigênio varia de acordo com a diminuição da temperatura. A 37ºc uma célula apresenta um consumo máximo de oxigênio (100%), sendo que a 15ºc, a sua necessidade reduz a 10% com relação ao CO2 (gás carbônico), um dos mais importantes metabólitos do organismo, vão existir alterações que tornarão escassa a sua concentração, promovendo aumento do tônus vascular e diminuição do seu diâmetro, ou seja, uma vasoconstrição. (Mense, 2002).
A terapia fria também age na redução da dor, do edema, da resposta inflamatória e das perturbações circulatórias. Uma das suas principais funções no sistema circulatório é a redução do fluxo sanguíneo, devido à vasoconstrição. Esta ocorre por um estímulo das fibras simpáticas e a diminuição da pressão oncótica e da permeabilidade da membrana que levam a uma redução do edema. (Rodrigues, 2002).
Após aplicação do gelo, segundo Knight (2000), o fluxo sanguíneo pode permanecer diminuído numa variação de vinte minutos, a duas horas, dependendo da região em que foi aplicada a crioterapia. Quando realizada em locais com grande aporte sanguíneo, o reaquecimento torna-se mais rápido, em contrapartida, quando utilizada a terapia fria em regiões onde o fluxo sanguíneo é deficitário, há a necessidade de um tempo mais longo para que ocorra o reaquecimento.
O gelo também apresenta efeitos fisiológicos quando utilizado no sistema músculo-esquelético, principalmente nas patologias neurológicas. A queda da temperatura promove uma diminuição da ação muscular e um relaxamento dos mesmos, favorecendo a redução da espasticidade, pois ocorre queda da força de contração, devido ao seu efeito direto sobre o fuso, o que leva a uma redução da sensibilidade fusal e do reflexo tendinoso. Isto ocorre porque o resfriamento limita a velocidade de condução nervosa das fibras Ia e II, além de inibir o motoneurônio gama, diminuindom, dessa forma, o arco reflexo miotático. Já nas doenças ortopédicas a crioterapia reduz o espasmo muscular, através do bloqueio do ciclo espasmo/isquemia/dor. Este mecanismo se dá, devido ao aumento do limiar da dor e a diminuição da velocidade de condução nervosa, que beneficiam o alongamento muscular, e em contrapartida, favorece a redução da extensibilidade do tecido conectivo, proporcionando uma menor flexibilidade muscular. (Knight, 2000).
Após um trauma, inflamação ou degeneração de partes moles, as células mesenquimatosas indiferenciadas tendem a migrar para o local do trauma e se diferenciam de forma gradual em fibroblasto. Estes se deslocam ao longo das camadas de fibrina, multiplicam-se e desenvolvem organelas, que produzem colágeno que vão se distribuir de maneira aleatória no tecido frouxo. No trauma e na inflamação, a terapia fria atua, prevenindo o extravasamento sanguíneo, levando a uma menor quantidade de fibrinas e a uma menor síntese de colágeno, minimizando a aderência. Uma vez que a imobilização pós-trauma também contribua para o aumento da síntese de colágeno, o gelo pode atuar reduzindo o tempo de imobilização.
Crioterapia (Terapia Fria)
A terapia fria (Crioterapia) abrange diversas técnicas que utilizam o frio em suas várias formas físicas, ou seja, líquida, sólida e gasosa. Dentre elas: aplicação de gelo ou compressas geladas, massagem com gelo, água fria corrente sobre uma queimadura, criocinética, crioalongamento, banhos em água fria, criocirurgia, hipotermia corporal, antes de cirurgias de grande porte e sprays refrigerantes, e na estética a bandagem crioterápica. A crioterapia é utilizada para a retirada de calor do corpo. Esta induz os tecidos a um estado de hipotermia com uma redução da taxa metabólica local, promovendo desta forma, uma diminuição das necessidades de oxigênio pela célula, preservando-a e permitindo que ela possa se recuperar sem maiores danos. Portanto, os objetivos da crioterapia referem-se à condição de preservação da integridade da célula do tecido lesado, possibilitando assim, uma reparação mais rápida e com menos danos estruturais.
A crioterapia pode ser definida como a terapia pelo frio. Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma, líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases), com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo, induzindo a um estado de hipotermia, para favorecer uma redução da taxa metabólica local, promovendo uma diminuição das necessidades de oxigênio pela célula. Para que seja atingido o resfriamento muscular em indivíduos magros, necessita-se de um tempo curto, sendo que em obesos o período de aplicação deve se prolongar. Isso reflete que o tecido adiposo serve como isolante térmico, dificultando o resfriamento do mesmo. É aplicada ao corpo, através de métodos como: spray, bolsa de gelo, compressas, criomassagens, aparelhos de frio e imersão (Andrews, 2000; Knigth, 2000).
Modalidades de Aplicação
A terapia fria é realizada num corpo através de várias maneiras. Na modalidade conhecida como spray, é utilizado um gás inerte, não explosivo e inflamável que serve para aplicação tópica no controle da dor, modificando a entrada sensorial do estímulo nociceptivo, limitando-o. As bolsas de gelo, que são recipientes fechados com gelo picado, raspado ou partido, servem para patologias diversas, onde existem lesões profundas. É considerada uma das técnicas crioterápicas mais eficientes, por ser de fácil produção e aplicabilidade. Já as compressas, que são menos eficazes que as panquecas, agem na redução da temperatura de um tecido superficial. A criomassagem, bastante conhecida e utilizada terapeuticamente, promove um resfriamento e inibição das fibras livres. Os dispositivos, conhecidos como aparelho de gelo, consistem de um reservatório que mantém a água no estado sólido e líquido, ou de uma unidade que resfria líquido, são apropriados para favorecer o resfriamento da área a ser tratada (Andrews, 2000; Knigth, 2000; Rodrigues, 2002; Lianza, 2001).
Outra maneira de utilização da terapia por subtração é a imersão. Ela consiste do emprego de um recipiente ou turbilhão com água gelada e gelo, a fim de que a temperatura decresça, até o nível desejado. É uma técnica de uso mais segmentar, como em extremidades (mão, pé, cotovelo e braço), mas também pode ser utilizada em grandes áreas do corpo, como a região lombar ou membros inferiores. A sua indicação pode ser feita para lesões superficial ou profunda, para modificar a resposta neurológica, sendo que para cada uma delas, tanto a temperatura quanto o tempo de exposição ao banho serão diferentes, porque quanto mais baixa for a temperatura do líquido, maior será a velocidade de redução da interface e, consequentemente, maior a retirada de calor.
Não é certa a utilização do gelo, da compressão e da elevação somente por vinte minutos, em caso de lesões agudas para diminuição do edema, visto que este tempo não é suficiente para que ocorra redução do fluxo sanguíneo, da hemorragia e da hipóxia secundária. Segundo autores, a aplicação deve ser intermitente por trinta minutos, em qualquer segmento corpóreo, e por quarenta e cinco minutos, em musculatura de grande seção transversal, no intervalo de uma a duas horas sobre a pele nas primeiras 12-24 horas após a lesão. Para que ocorra a redução do edema é necessário alternância entre os exercícios físicos e o gelo, por causar interferência significativa no sistema linfático, já que se necessita da retirada de proteínas livres de pequena densidade molecular do local lesado, que só ocorre via sistema linfático, através da contração muscular (Knigth, 2000).
Campos (2002) apresentou trabalho em congresso cientifico demonstrando a eficácia da aplicação de bandagem crioterápica para redução de gorduras localizadas. O frio induz a termogênese química, cujo resfriamento leva as supra-renais a liberarem catecolaminas, que ao se ligarem a receptores beta adrenergéticos, estimulam a degradação dos triglicerídeos em ácidos graxos livres e glicerol, de forma sistêmica.
A lentidão da queda da temperatura muscular depende em grande parte da espessura da camada subcutânea de gordura.
Crioterapia na Estética
Iniciar com posição ortostática do paciente; pele higienizada e aplicar gel crioterápico ou bandagem crioterápica, por trinta minutos. Posicionar o paciente em decúbito dorsal, com elevação de mmii (membros inferiores) 30° e estímulos aos linfonodos inguinais, axilares, poplíteos e supraclaviculares. Não realizar nenhuma atividade ou aquecimento neste período; não cobrir ou aquecer a região; não tomar banho por duas horas; não tomar sol após a aplicação. Não esfriar áreas cardíacas, pulmonares, mamárias, útero e ovários.
Indicações da Crioterapia, segundo Kitchem (2003): para ptose tissular, adiposidade pouco túrgica e alteração circulatória leve ou moderada. Analgesia, alívio do espasmo muscular, diminuição da espasticidade, diminuição de edema pós-traumático e reeducação muscular.
Objetivos
Os objetivos da crioterapia são: reduzir o edema causado na região da lesão, diminuir o processo inflamatório, diminuir o espasmo muscular, provocar analgesia local e causar uma hiperemia no local para que seja oferecida a célula aporte de nutrientes para sua reconstrução após as micro-rupturas.
A crioterapia parece ter algum efeito sobre o espasmo muscular, dado que a vaso-constrição provocada pelo gelo reduz a hiperemia, promovendo ao mesmo tempo, a vasodilatação periférica compensatória reflexa.(Negrelli, 2001).
A Crioterapia é benéfica para recuperação de lesão muscular, devido aumentar o número de células de defesa, assim como diminuir a presença de edema.
Na aplicação da crioterapia, principalmente na fase aguda do trauma, observou-se que, em função das alterações fisiológicas provocadas pela crioterapia, tais como vasoconstriçäo e diminuição do metabolismo, os quais promovem redução do edema e da hipóxia secundária ocorridos na lesão primária, seus melhores resultados se fazem presentes, quando esta é aplicada na fase aguda do traumatismo. Evitando, desta forma, que a lesão se complique, favorecendo a mobilização precoce e a reabilitação. (Iserhard, 1993).
De acordo com Guirro (2002) e Campos (2003) são contra indicações da Crioterapia: gestantes em qualquer idade gestacional; cardiopatias congestivas descompensadas; hipotensão arterial descompensada; patologias vasculares descompensadas como flebites, tromboses, varizes; processos virais, inflamatórios, infecciosos; dermatites, dermatoses; durante o período menstrual; somente após três horas após a refeição; na região das mamas; neoplasias ou contraindicação médica; na intolerância ao frio ou alergia aos produtos utilizados; hipertireoidismo; gastrite aguda e úlceras; sobre a pele com psoríase e vitiligo.
Em algumas doenças são contraindicados o uso da crioterapia: Crioglobulinemia (uma doença caracterizada pela presença de uma proteína sanguínea anormal, que forma um gel, quando exposta a baixas temperaturas);
Fenômeno de Raynaud (é um episódio de constrição de pequenas artérias e arteríolas nas extremidades, que resulta em palidez e/ou cianose da pele, seguida por hiperemia e vermelhidão); Hemoglobinúria proximal fria (pode ocorrer depois de exposição local ou generalizada ao frio); Gota (um distúrbio metabólico que sofre importantes influências genéticas, manifestadas por níveis elevados de ácido úrico sérico, crises recorrentes de artrite aguda, formação crônica de agregados, agravada pelo frio).
São vantagens da Crioterapia
Pela sua capacidade em reduzir a atividade metabólica de modo que o órgão ou tecido que tenha lesão grave ou não receba irrigação suficiente, tenha melhores possibilidades de recuperação, é uma terapia muito utilizada por fisioterapeutas pelo baixo custo e fácil manuseio.(Andrews, 2000).
Atualmente a Crioterapia apresenta-se como o recurso lipolítico e para flacidez dérmica nos tratamentos estéticos corporais mais acessível, de baixo custo, praticidade e com eficiência de resultados.
São desvantagens da Crioterapia
A dificuldade de sua aplicação em regiões que apresentam clima frio. A crioterapia deve ser aplicada com cautela em indivíduo com hipersensibilidade ao frio, circulação defeituosa e doenças termo-regulatórias. O frio pode causar um aumento na pressão sistólica e diastólica transitória. Um monitoramento cauteloso deve ser feito se usar a crioterapia para pacientes hipertensos. A pressão arterial deve ser aferida antes e depois do tratamento. O tratamento deve ser suspenso se houver um aumento significativo da pressão arterial.
A cicatrização pode ser dificultada por baixas temperaturas. É prudente evitar aplicações de frio diretamente sobre uma ferida durante as 2 ou 3 semanas iniciais de cicatrização.
A aplicação da crioterapia por tempo prolongado, 1 a 2 horas, sobre um nervo periférico superficial, como exemplo a epicondilite medial do cotovelo ou cabeça fibular, pode levar a neuroplaxia.
A analgesia produzida pela crioterapia pode esconder dor induzida por exercícios, assim dando aos pacientes uma falsa segurança. Diminuir a temperatura das articulações pode aumentar a necrose. Assim, diminuindo o tempo de reação e a velocidade da mobilidade. Esse fato combinado com a analgesia, pré-dispõe o paciente a novas lesões. (Rodrigues, 2002).


1. Foto de uma Bandagem Crioterápica para Gordura Localizada e Flacidez Dérmica. Utilizada na finalização de tratamentos estéticos corporais.
Protocolo de Crioterapia Estética
- Limpeza da pele com Argila Verde + Grãos de Pó de Café + Água Filtrada. Aplicar, aguardar secar; umedecer as mãos e esfoliar a pele. Retirar o excesso com toalha úmida em água.
- Pinçar Ionto Corporal rico em Ginkgo Biloba, Guaraná e Dmae a 10%.
- Proteger a pele com Creme Corporal;
- Aplicar Gel Crioterápico. Enfaixar compressivamente com bandagem úmida em água. Membros inferiores elevados a 30°. Aguardar 20’ no mínimo.
Este protocolo poderá ser variado da seguinte forma:
- Aplicação somente de Gel Crioterápico com membros inferiores elevados a 30°;
- Aplicação de Gel Crioterápico + Argila Verde = Oligocrioterapia; mmii elevados a 30°;
- Aplicação de Gel Crioterápico + Argila Verde + Bandagem Compressiva Úmida com mmii elevados a 30°.
# Não realizar este protocolo associado a Termoterapia (calor).
Obs.: Orientar o cliente por duas horas a não tomar banho, não fazer caminhadas, massagens e eletrotepia.
Resultado Crioterapia após 10 sessões