Stetic Cris

quinta-feira, 11 de março de 2010

10 formas de nocautear a sua TPM.

O incômodo passa, mas volta no mês seguinte. Dê fim ao sofrimento, deixe a vergonha e o preconceito de lado e procure ajuda! Você pode viver melhor, mesmo naqueles dias…

tpm


Quem tem sabe bem como é: você sente que está à “beira de um ataque de nervos”. O mundo parece um lugar estranho, irritante, estressante e desafiador, ou então triste, melancólico, depressivo. O corpo muda, o humor se altera. Em tão pouco tempo vive-se um turbilhão de sentimentos. E como se não bastasse, ainda há o desconforto físico: falta de energia, acne, mudança de hábito intestinal, dores, inchaço… Os sintomas podem ser vários: “Seria uma lista grande como grande é a diversidade das mulheres”, compara Elievã I. Nunes Macedo, tocoginecologista, psiquiatra e psicoterapeuta de São Paulo.

Como não existe um exame específico para confirmar o quadro, o diagnóstico é feito durante a consulta e exige que a mulher apresente os sintomas físicos, comportamentais e/ou psicológicos na segunda metade do ciclo menstrual, por pelo menos dois ciclos seguidos. Por isso, os médicos recomendam fazer uma espécie de diário: o diário de sintomas. Nele, você deve anotar todas as mudanças físicas e emocionais, e quando elas acontecem durante os ciclos menstruais.

1 - Coma linhaça! A alta concentração de ômega 3 e ômega 6 faz da semente um precioso preventivo contra a TPM, pois age sobre os estrógenos e protege do câncer de mama e do colo do útero.

2 - Vitamina B6 e magnésio, presentes nos grãos integrais, castanhas e nozes, também aliviam sintomas da TPM.

3 - Carboidratos complexos, como arroz integral, milho, batata, mandioquinha, lentilha, ervilha, soja e macarrão integral, ajudam a diminuir a compulsão alimentar que algumas mulheres sentem nesse período.

4 - O zinco é outro nutriente pode aliviar os sintomas da TPM. Por isso inclua carnes brancas magras sementes no cardápio.

5 - A ingestão ideal da dupla cálcio e vitamina D, além de promover a saúde dos ossos e evitar a osteoporose, é capaz de reduzir em até 33% o risco de ter TPM. Então, inclua vegetais verde-escuros e laticínios desnatados, como iogurtes, leites e queijo branco. E tome sol moderadamente.

6 - A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a acupuntura no tratamento de cólicas, irregularidade menstrual TPM, pois além de reduzir os espasmos uterinos e bloquear parte da dor, ainda atua na hipófise, modulando os hormônios que controlam os ovários. Em média, após três meses de tratamento, já é possível sentir os benefícios.

7 - A prática regular de ioga também ajuda a reduzir a intensidade e frequênciaTPM. Suas posições e técnicas de respiração relaxam, equilibram os sistemas nervoso e endócrino e aumentam o fluxo de energia e sangue no influenciando diretamente o funcionamento hormonal.

8 - Uma simples mudança no modo de usar o anticoncepcional oral comum pode trazer bons resultados no alívio dos sintomas da TPM. Converse com seu médico!

9 - Estudos realizados com americanas mostraram que o uso de doses baixas de antidepressivo, a fluoxetina, aliviou entre 60 e 75% os sintomas da TPM versão mais grave, a TDPM. Mas é preciso tomar cuidado, pois esses medicamentos podem causar dependência. Apenas o seu médico pode indicar e acompanhar de perto o tratamento, para observar os resultados e corrigir os efeitos colaterais.

10 - A TPM deve ser levada a sério e precisa de cuidados especiais. O melhor caminho para evitar ou aliviar os sintomas é olhar em primeiro lugar para a sua própria vida. Não faça da TPM uma justificativa para todos os seus problemas. Modifique os seus hábitos negativos. Não é fácil, mas o esforço compensa. Converse sempre com o seu ginecologista, ele é a melhor pessoa para indicar o que é ideal para você. No final das contas, a conclusão que tiramos é o que todas nós já sabemos ou deveríamos saber: para vencermos na vida, qualquer coisa, seja ela a TPM ou outro problema, é preciso tomar atitudes. E isso ninguém pode fazer por você!

Você sabia que…?

- Você terá TPM pelo menos uma vez na vida!

- Se a mulher tem, em média, 450 ciclos durante a vida, e passa cerca de 5 dias com TPM, terá sofrido durante seis anos da sua vida!

- O Brasil é considerado o país da TPM: 85% das brasileiras, contra 35% da média mundial, sofrem deste mal.

- Oito em cada 10 brasileiras (41 milhões) em idade reprodutiva têm TPM. Dessas, para 3 a 5%, os sintomas são tão severos que a tornam inválidas, problema que se reflete no trabalho: elas faltam duas vezes mais por mês do que as que não têm TPM. Essas mulheres sofrem com a versão grave do problema, a TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual).

- Ainda que pouco conhecidas e muito estudadas, existem inúmeras hipóteses para a TPM: alterações hormonais, mudanças na transmissão dos impulsos nervosos do cérebro, entre outras. Para alguns médicos, trata-se de uma questão multifatorial: fatores comportamentais, emocionais e sociais, somados a um provável “curtocircuito” entre os hormônios sexuais e os neuro-hormônios, como a serotonina e a endorfina. “Embora, não haja um hormônio específi co responsável pela TPM”, afirma Elievã Macedo.

- Recentemente foi descoberto um gene que pode estar relacionado com a TPM.

- Pesquisas revelam que entre 70 e 90% das mulheres que menstruam já utilizaram, pelo menos uma vez, algum medicamento para amenizar a TPM. Mas a maioria simplesmente “espera passar”.

- As mulheres sofrem três vezes mais de enxaqueca do que os homens e, em 65% dos casos, ela está associada à menstruação. A boa notícia: cerca de 60% das mulheres se livraram deste mal após a menopausa.

- Para 68% dos homens, a TPM gera efeitos negativos no relacionamento, como brigas, tensão e diminuição do tempo em que ficam juntos com a parceira.

- Entre 57 e 100% das mulheres com TPM já tiveram depressão.

Por Bruna Machado

Fonte: Revista Vitta/ed.1

Foto: Símbolo Imagens



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